Os dias passam rápidos na vida de Bento, como só trabalha uma hora e meia, o resto do dia tenta pegar jacarezinho na orla martima de São Sebastião. Bento como dito, rapaz maravilha, mas no útimo final de semana aconteceu algo ainda inédito para Bento. Depois de uma sinuca com dois portugueses e tres tibetanos criados na replublica do congo, nosso amigo foi convidado para conhecer a capital paulista, São Paulo.
Chegando na capital, uns predião legal e japones para tudo quanto é lado, Bento soltou a velha e boa frase.
-Maaaaarrrravilha!!!!
Apenas lembrando ele disse isso na própria marginal antes mesmo de sentir cheiro de colônia de porco que aquele tal de rio pinheiros de hora em hora exala. A porta de entrada de São Paulo não foi das melhores para Bento, marginal engarrafada, cheiro de estrume misturado com Colônia francesa oriunda das lojas - impérios.
Emfim, depois de horas intermináveis escutando a rádio local num mix com caminhões e ônibus freando, Bento e seus amigos africanos chegaram em seu destino, favela Heliópolis, Bento logo gostou pois acho que a estrutura é superior a sua humilide residência, um banheiro quimico usado no Super Surf do ano 1989.
Em um final de semana bacana, com alegria e felicidade, escutando musicas de qualidade e de composição de artistas famosos, como MC Xote e a banda Viga no Vão, Bento maravilha estava todo maravilhado. Nestas de sair sem saber o destino, o rapaz errou a condução e num piscar de olhos de peixe chegou ao famoso e promiscúo bairro da consolação.
Na consolação, desesperado sem saber voltar para a favela, começou a questionar e indagar pessoas com versos, uma forma de aproximar pessoas sem parecer que era uma mendigo, uma das pessoas era o Zeca Bananeira, rapaz que frequentava quase que diaramente a favela heliópolis com a desculpa que a coxinha da dona shirley era a melhor do mundo.
Papo vai, papo vem, Zeca o convidou para tomar uma cervejinha em seu humilde apto, na qual morava com Deco du dé e com um recente morador que ele mesmo não sabia o nome, era Théo Orleans de Bragança. Depois de 34 cervejas, Bento não sabia onde estava e contava a sua história, a sua fuga dos pais, da sua cidade e o que tinha que fazer para sobreviver, que era nada!
Tornaram-se muito amigos, e o convite de retornar para capital foi inevitável, e as chancelas do apto estarão abertas para Bento. Que depois desta saga retornou a sua vida agitada de publicitario e pegador de jacaré.
"Sonhar traz a realidade perto do coração"


