segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Bento vai passar o final de semana em sum paulo

Os dias passam rápidos na vida de Bento, como só trabalha uma hora e meia, o resto do dia tenta pegar jacarezinho na orla martima de São Sebastião. Bento como dito, rapaz maravilha, mas no útimo final de semana aconteceu algo ainda inédito para Bento. Depois de uma sinuca com dois portugueses e tres tibetanos criados na replublica do congo, nosso amigo foi convidado para conhecer a capital paulista, São Paulo.

Chegando na capital, uns predião legal e japones para tudo quanto é lado, Bento soltou a velha e boa frase.

-Maaaaarrrravilha!!!!

Apenas lembrando ele disse isso na própria marginal antes mesmo de sentir cheiro de colônia de porco que aquele tal de rio pinheiros de hora em hora exala. A porta de entrada de São Paulo não foi das melhores para Bento, marginal engarrafada, cheiro de estrume misturado com Colônia francesa oriunda das lojas - impérios.

Emfim, depois de horas intermináveis escutando a rádio local num mix com caminhões e ônibus freando, Bento e seus amigos africanos chegaram em seu destino, favela Heliópolis, Bento logo gostou pois acho que a estrutura é superior a sua humilide residência, um banheiro quimico usado no Super Surf do ano 1989.

Em um final de semana bacana, com alegria e felicidade, escutando musicas de qualidade e de composição de artistas famosos, como MC Xote e a banda Viga no Vão, Bento maravilha estava todo maravilhado. Nestas de sair sem saber o destino, o rapaz errou a condução e num piscar de olhos de peixe chegou ao famoso e promiscúo bairro da consolação.

Na consolação, desesperado sem saber voltar para a favela, começou a questionar e indagar pessoas com versos, uma forma de aproximar pessoas sem parecer que era uma mendigo, uma das pessoas era o Zeca Bananeira, rapaz que frequentava quase que diaramente a favela heliópolis com a desculpa que a coxinha da dona shirley era a melhor do mundo.

Papo vai, papo vem, Zeca o convidou para tomar uma cervejinha em seu humilde apto, na qual morava com Deco du dé e com um recente morador que ele mesmo não sabia o nome, era Théo Orleans de Bragança. Depois de 34 cervejas, Bento não sabia onde estava e contava a sua história, a sua fuga dos pais, da sua cidade e o que tinha que fazer para sobreviver, que era nada!

Tornaram-se muito amigos, e o convite de retornar para capital foi inevitável, e as chancelas do apto estarão abertas para Bento. Que depois desta saga retornou a sua vida agitada de publicitario e pegador de jacaré.

"Sonhar traz a realidade perto do coração"

 

Cade as palavras

Posso pensar em escrever todos os dias
o estoque de palavras é pequeno e pouco vasto
e na curta experiência de escrever sei
sei, sei, sei , a vera eu nem sei se não sei ou sei.

Participo da histórias e dos contos dos meus devaneios
Na insanidade vou além
Saio desta orbita
ainda não sei para onde..


Lugar que eu chamo de normal mundo de Abel
é repleto de verdes campos e pessoas de todas as raças
credos, cores e vocações,
na minha visão é o lugar que trouxe a alegria da minha pscilogia barata.

"os olhos são a janela da alma"

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Alegria é um estado imaginário

No clímax da alegria
penso porque não sou
o tempo todo assim
ser feliz, apenas feliz

Deve ter um motivo
e tem um motivo
simples e curto
se tivesse apenas alegria
não saberiamos o que é alegria
pois tudo seria normal

por isso, repito
criemos a nossa alegria
no estado imaginário.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Poema construido a partir da lembrança do que é algo

Perdemos muitas vezes,
nem sabemos o que
muitas vezes tenho que dizer
perdi, perdeu, perco

Ganhamos outroras vezes
sabemos o porque
grito, berro, brutalizo
Ganhei, ganho, venci

Porque somos medidos em vitorias e derrotas?

Théo de Orleans, toda história tem de ter um inicio

Em todos verdes mares e campos lindos de rosas brotando, nunca saberemos o que vai surgir e nascer para livrar a nossa humanidade dos pecados e dos desejos do inferno.

Com estes prazeres acontecendo o nosso nobre e honesto rapaz surgi na cidade de São Paulo, o nome dele é Théo de Orleans, criado em uma comunidade hippie na cidade de Pirinopolis, Goias, Théo, sempre foi educado a amar o próximo e ser uma pessoa boa.

Théo, apelidado "teco telecoteco na batida do manéco", mais este apelido era muito comprido assim poucas pessoas o chamavam apenas sua mãe, seu coelho mágico e seu amigo imaginário, Celsinho.

Na sua chegada em são paulo, ainda não sabemos o motivo real, Théo morava com amigos que conheceu numa rodoviaria em Catalão, sempre muito prestativo, fazia todos os trabalhos domésticos para não pagar as despesas de casa, ja que estava desempregado. Sua profissão era sonhador e escritor, ele escrevia contos e historietas sobres personagens imaginários que nascem todos os dias na maternidade que esta localizada em seu cérebro.

Sua fonte de inspiração era as pessoas na rua, por volta das dez e trinta e dois ele terminava todos os deveres de casa e sai para rua, cada dia para um sentido, nunca sem ponto final ! caminhando até um bar que gostasse, ali tomava uma dose de ypioca ouro e inicia a operação, fica horas analisando a sociedade, o varios tipos de personas que passam diante do seu nariz e que poderiam trazer uma historia encantadora.

Ja pela terceira dose de Ypioca ele diz;

- Eeeeee  começammmmmm oooossss  trabaaaa lhosss!!!! (totalmente embreagado)

O sonhador escreve sobre imigrantes, moçinhas, ladrões, prostitutas, crianças, cachorros, latas de lixo (para ele são seres vivos) e outras demais coisas. Em numa  destas sentadas conhece Deco, o famoso Deco du dé,  exatamente 4 segundos depois da primeira fala com Deco, Théo percebe que ele era o mais novo melhor amigo. Começemos a contar esta linda e tragica amizade.

Refletimos sobre o dialógo, Théo inicia o bate papo;

- Oooooooopaaaaa, vaammmoo cair para dentrooo? (pareçe besteira mas não é)
- Topo!! pq não?
-Garçommmmmm!!! trais uuuma pinguinnnnnnhhhaaaa pru mi nuevo amigoooo!!!

Deco depois de muito embreagado, com pingas, convida Théo para morar em sua casa bem localizada e que não precisaria realizar tarefas domésticas nenhuma já que a casa era uma desordem, um caos!!.

Com sua trouxa de ruoupa, que consistia, em uma escova de dente uma cueca limpa e duas meias além da sua calça levis 501 e sua camiseta lacoste, Théo aceita.

Este ato vai mudar a vida de Théo, da desgraça ao paraiso ele chegará nesta mudança..

"Depois do episódio do apagão, percebemos que muitos de nós nao conseguiriamos sobreviver sem energia elétrica, só de pensar que energia é algo tão novo perto da existençia da humanidade"



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Seção ... Meu pai dizia...

Neste post vou homenagiar meu pai e todos os pais, em mais uma insanidade do autor.

Meu pai dizia;

* Isto! é mió que dois dedo no zóio..

* Boi preto cheira boi preto...

* De graça até injeção na testa....

* Com malandro sou malandro meio...

* Malandro é o pato que nasce de pé chato para não servir o exército..

* Mané é mané ... andré é andré...

* Num to trocando nem nota de dois por cinco..

* Agora é "oichi e meia"...

* Té besta..

* Bobão boabão é só o jeitão...

* Até eu que sou mais besta!!...

* Malandro é o pato que nasce de dedos grudados para não usar aliança (Flavia)

* Quem nasce prego nunca vira martelo (Flavia)

* Quem nasce suzi nunca vira Barbie (Flavia)

*Malandro é o gato, mas não pq nasce de bigode, mas porque só pega as gatinhas  (Carol)

* Sabe qual é o grande problema de procurar emprego? é achar!!!

Clara caralina, a moçinha das historietas

Como toda boa história tem de ter uma moçinha e não seria diferente neste louco e dissimulado contos de uma mente insana.

Clara caralina, primeiramente vamos descrever a linda moçinha, para todos nós ficarmos apaixonados e com dó da nossa heroina. Clara, menina simples do interior de Santa Catarina, de origem humilde é a rapo do tacho de uma familia de 6 irmãos, todos homens. Com a vida dos 5  até os 15 anos na lavoura da pequena cidade de Brusque, Clara amava a familia, estudava e diga por sinal era a melhor aluna do condado e trabalhava para ajudar nas finanças da familia Caralina. Clara vendia botões de rosa por toda a cidadela, as rosas plantadas no pequeno e singelo sitio na familia. Nossa moçinha vendia porque tinha o sonho de que um principe encantado ajudasse ela e sua familia na vida.

Como falamos o desempenho escolar de clara era excelente, em um concurso de bolsas para estudar na cidade megalomanica de São Paulo, ela foi aprovada, neste concurso ela tinha direito a escola, academia, Starbucks, McDonald´s, e todos os prazeres da cidade frenética.

A sua chegada no municipio foi dificil, muito preconceito, amigos da escola a gritavam e faziam coro

- CLAiPIRA!!!!!!

Mas nossa guerreira sabia que teria que escutar pois aceitou a bolsa para poder dar uma vida melhor a sua familia que deixaste no interior de Santa Catarina.

Morava sozinha em uma kitnete, no centro de são paulo, o apartamento alugado pelos seus pais era muito caro e Clara logo teria que arrumar emprego, pois se não perderia o apartamento e conseguentemente iria ter que voltar para Brusque. Passado alguns meses e nada, ainda nada.

Mas não era apenas na escola, que ela sofria de preconceito, nas ruas, devida a sua beleza angelical, pele braquinha, carinha de dó, e seu corpo esbelto, Clara era...uma menina que sofreu com a mudança.

Clara será que vai cansar e voltar para sua cidade ? Clara é a moçinha nunca desistirá, correrá a passos largos atrás dos seus sonhos, familia e amor.

"Como seria se nós conseguissemos ver as ondas do rádio, telefone, microondas ?"

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Deco du dé, não é mais meu amigo!!

A cada dia percebemos como é dificil encontrar bons amigos. Outro dia aparentava a noção que tinha encontrado meu novo e melhor amigo, Deco, ou du dé. Deco rapaz de aparência volátil e de dificil compreênsão. Com palavras chulas e uma lábia que qualquer mendigo tem, Deco me conquistou. Não sei se este meu envolvimento era devido a minha fraqueza, pois quando o conheci tinha acabado de chegar do clube do joquei e tinha perdido todo meu dinheiro, quando apostei no cavalo, amansa solidão.

Durante anos Deco se comportou como um verdadeiro amigo, companheiro, leal, justo. Mas a histótia mudou quando eu conheci a doce e gentil Luiza, vamos explicar quem era Luiza primeiramente. Luiza era uma menina gentil de rosto angelical, com feições perfeitas, seu jeito me encantou logo me apaixonei.

Deco que era muito mais sagaz do que eu, logo que viu como um urubu ve a carne podre no asfalto quente, Deco usurpou todas as minhas forças criando uma imagem horrivel minha para Luiza, contava mentiras a meu respeito e se vangloriava de fatos falsos, uma verdadeira história blasfêmica.

Na minha posição refém da paixão que me mantinha vivo, percebi que o antes amigo se tornou um crápula, a notoriedade do meu amor era evidente aos 4 cantos do nosso condado.

Cansado de percerber que Deco não era aquele personagem que criei na minha mente, veio como um furacão um pensamento diabólico. Numa bela noite de quarta-feira, Deco foi se repousar, lá pelas tantas horas da noite, usei de um artificio da qual não me valorizo, mas tenho um talento inenárravel com tesouras e facas. Na manha seguinte Deco acordou normalmente e foi tomar seu belo banho matinal, quando se deparou com o espelho fixo do banheiro, tomou um susto.

-Que porra é essa????

Naquela noite, cortei o cabelo dele semelhante ao palhaço bozo, e por cima escrevi com a ponta da faca em sua testa os dizeres, BOBO.

Esta história pode parecer algo terrivél, porém Deco depois desse dia, nunca mais olhou para Luiza, além de sempre que referir a minha pessoa lembrar de tão mal eu sou.

"Fica este aviso aos desavisados, nunca engane o proximo, pois pode ser o proximo que pode te enganar."


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Melissa, cade melissa?

Minha mãe há uns anos atrás, quando tinha lá pelos 7 anos de idade, vivia berrando meu nome em todo o condomínio que nós moravamos;

- Abeeeeeeeellllllllll..... aonde voce está?

Nunca me achava e confesso sempre que eu sumia estava com Melissa, uma menina de 12 anos, moradora do mesmo condomínio, uma graça de menina na frente dos adultos, mas todo dia depois da sua aula de ballet ela ia no playground e deixava uma pista do local que ela estaria escondida, ela não escrevia porque sabia que nós não sabiamos ler.

O primeiro que a encontrava, lá estava ela nua em pêlo, pronta para fazer todas as suas loucuras, o processo não era romântico, era sexual, em toda a sua infância e adolescência Melissa fez 43 meninos perderem a virgindade.

Melissa com o tempo se tornou conhecida, mas na frente de adultos ela continuava sendo a princesa da familia Garcia, mas nas redondezas do bairro são jão, ela era conhecida me desculpem pela linguagem, "Lobo- mau" assim era chamada.

Na tarde de terça-feira, há exatos 15 anos, Melissa como de costume deixou uma pista no playground, desta vez deixou um controle de playstation 1, eu e meus colegas com os hormônios à flor da pele não sabiamos onde nós podiamos encontrar ela, rodamos giramos e nada de Melissa.

Este dia foi a data que a casa caiu para Melissa, ela estava escondida embaixo da cama do bidu, um fanático por master system, nunca iriamos achar, playstation não tem comparaçao com o multi processador master system, porém alguem achou ela. Hector Bonilla, o pai de bidu.

Hector na hora que viu não acreditou, mas Hector é um tarado por doença, e infelizmente cometeu este crime contra sociedade moderna. Para Hector normal, durmiu de conchinha e no outro dia foi trabalhar normalmente. Melissa sumiu, nunca mais ouvimos falar dela, muito menos das histórias de Melissa.

Melissa, cade voce?

estou a sua procura.

"Arquitetura é a musica petrificada"

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Jonas Jota, garoto dos contos da rua 1312

No final da tarde, na cidade de miguelópolis, na qual todos os homens que nascem tem o nome Miguel, desde a escola aprendem a contar mentiras e dar migués. Jonas Jota, era diferente, primeiro por não ter o nome miguel e segundo o garoto franzino de pouca estatura era sincero e nunca tinha desculpas esdruxulas.

Esta diferença com seus conterrâneos, deixava o pessoal de Miguelópolis preocupado de como Jonas poderia sobreviver no mundo das mentiras e canlhices, Jonas sempre astuto, aos dezoito anos decidiu que ali não era o lugar dele. Jonas se mudou para São Simão, com a sua mulher, Miguelina.

Em são simão, Jonas e Miguelina tinha uma vida simples, até quando os leões que eram moradores do bosque municipal fugiram, como a casa de Jonas era perto do bosque, ficou preocupado, ainda mais quando percebeu que sua mulher tunha sumido. Num passe de magia, Miguelina estava se repousando no quarto quando sumiu.

Começa a historia de Jonas Jota, como ele ia provar que a mulher tinha fugido com os leões e não com o adestrador, Jonas viajou o mundo para encontrar com eles, conheceu, Dirceu do caminhão nas estradas brasileiras, Bento Maravilha no cais, diga de passagem bebado e com um cachorro muito suspeito lambendo a cueca de Bento, conheceu Hector, que o levou para uma noite de amor na paulicéia.

Mas nada de Jonas saber do paradeiro, e todas vez que viajava com alguma psita e não encontrava voltava para São Simão com um causo. Assim Jonas que saiu da sua cidade por falar a verdade, era conhecido em São Simão como o Jonas Jota, o contador de contos da carochinha.


"Cada um no seu quadrado, ai de querer invadir o meu"

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Valieuska, vida dificil que deixa alegre a menina do sertão.

Rua augusta às 3:00 a.m. Valieuska entra em um Gol chumbo, esse será seu ultimo cliente da noite da segunda-feira. Cansada e doida para chegar em casa para cuidar do seu filho de 3 meses e 3 dias, que ainda não tem nome, chamado simplesmente "my boy". O tempo até o destino, é de 26 minutos, o local é o motel "sonho de anjo" na qual ela leva todos os seus clientes para uma hora de pura malicia e sacanagem.

Valieuska, tem 23 anos, vem de uma cidade pequena e simples, no sertão pernambucano, com a promessa de uma azinha qualquer, veio pensando que ia ser gerente internacional do banco HSBC, pobre ilusão, quando desembarcou no terminal tiete, foi encaminhada para uma pensão na rua Augusta e lá vive até hoje, num quarto 3X3 mora com mais 6 meninas.

Trabalha das 23:00 até as 5:00, todos os dias, de segunda a segunda, com sol ou chuva, lá esta ela na mesma esquina. Sempre cantando forrós nordestinos e algumas vezes ela arrisca uma madonna, ela sempre está feliz, sorrindo, porém por dentro está destruida, se sente um lixo, uma nada.

Nas horas vagas, vai nos encontros de "Prostitutas independentes do brasil" PIB, no templo, joga truco, fuma cigarro e toma cerveja, além de tricotar para os travestis locais. Com almoço cedido pelo pessoal do encontro Valieuska se sente pronta para todo o trabaho. Muitas de suas amigas usam drogas ilícitas para aguentar os trampos, Valieuska não, é contra, se tem que fazer fará com prazer e lúcida.

O programa, ou como ela gosta de dizer a "função operária", tem uma valor de 50 reales por hora. destes 50 reales, 20 reales, vai para sua gerente de prostituição, Maria Madeleine. A média de Valieuska é de 2 a 3 clientes por dia. Aproxidamente 1000 reales, por mes.

Com uma vida apertada, Valieuska ainda sorri, quando chega em casa em ve o filhão, na qual não sabe quem é o pai. Chamam de vagabunda, de imunda, suja, ordinária, a única resposta que ela tem é " por 50 reales eu sou tudo isso e ainda faço pé, barba, cabelo e bigode".

No caminho da vida, Valieuska vai se encontrar e continuar sorrindo, ela espera um princípe que vai dar um lar, ocupar o espaço de pai e marido.

A procura não termina aqui.

"Quem escondeu meu copo de cerveja?? voces sabem que eu dou uma babadinha no final de cada gole?"

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Seu Tobias, sujeito simples

Nascido no ano de 1927, Tobias Almeida, conhecido na região de Andradina, noroeste Paulista como Seu Tobias. Homem pacato com um grave problema nos joelhos, muito semelhantes ao que o craque Mané garrincha tinha. Tobias pernas tortas, trabalhava em seu pequeno e humilde sitio, vivia com a sua esposa, Josefa, e com mais seis filhos e 12 netos, como a memória nunca foi o forte de Tobias ele numerou os netos e filhos 1 a 18, e com isso o processo de memorização tinha um erro menor.
Seu Tobias acordava as 4:40 da manha, no que despertava inseria um cigarro de palha na boca, este elaborado na noite anterior, com o fumo na boca caminhava e falava um bom dia à todas as galinhas domésticas que ele tinha, cuidadosamente pegava uma dúzia de ovos, e botava no fogão à lenha, Seu Tobias diz que tem duas coisas boas no mundo, Ovo mexido e tirar olho de peixe do pé.
Com o dia raiando o cavalo velho de guerra, trovão, apoitava na escada da casa, seu Tobias, empulerava e ia para lavoura, o sitio tinha algumas plantações, mandioca, beterrava, alecrim, cana-de-açúcar, abacate, laranja e pêra, incrivelmente espécies de climas diferentes mas no solo dos Almeida tudo nascia, Seu Tobias diz que uma vez plantou uma moeda e nasceu uma nota 1 reales.
Quase parando, nosso ilustre personagem caminhava a passos lentos sempre reclamando de uma dor no bico de papagaio, a hora do dia que ele gostava mais é precisamente as 13:20, há 45 anos Seu Tobias e mais três amigos se reúnem no Bar do Neco, para tomar três copos de aguardente e jogar a famosa partida de damas, pelas bandas de Andradina Seu Tobias é muito reconhecido pelo talento no tabuleiro.
E a vida se repete para Seu Tobias, ai de quem falar que a vida dele é ruim, com a simplicidade de uma borboleta ele achou a felicidade em baixo de um pé de João bolão comendo a boiá que sua esposa o fez.
" Se nós deitarmos em direção ao norte vamos estar em pé em relação ao planeta terra"

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Bento na vida de troncho que pediu a....alguém

Bento, ou Bento Maravilha como é conhecido na rua Beira-Mar, na praia de camburizinho, municipio de São Sebastião. Bento pedreira, conhecido pelos lados de toque-toque, praia da baleia. Este rapaz de 20 poucos anos fugiu de casa aos 15 anos, ele não gosta de lembrar do episódio.

Com 15 anos sofria de anorexia, pouco comum a garotos, além da fraqueza e das varias complicações na saúde, Bento sofria de preconceito pois seus pais, são gays, na verdade ele nunca conheceu sua mãe, que foi adotado, por um Casal de Gays da região de Montes Claro - Minas Gerais, Tião e Ricardinho.

Depois da sua fuga inesperada, nunca mais teve contato ou noticias de seus pais adotivos, ele ainda ama-os, porém não tem dinheiro suficiente para enviar um telegrama.

Sua fuga foi numa tarde de domingo quando todos assistiam o nobre programa do Faustão, na cidade de Montes Claro todos adoram Faustão, pela sua passagem com o caminhão da felicidade, estava chovendo granizo, raro nesta região, Bento foi até a estrada vicinal e pediu uma carona para qualquer lugar. O caminhoneiro chamado Dirceu, logo aceitou e o seu destino era o Porto de Santos.

Com a roupa do corpo e apenas uma club-social, Bento embarcou, durante a viagem viu coisas que nunca tinha visto, paisagem, programa do gugu, redetv!, e simplesmente só tinha uma palavra na sua cabeça oca " MARAVILHA", surgiu nesta viagem Bento maravilha.

Em santos começou a trabalhar para poder viver, trabalhou como guardador de carro, faxineiro, garçom em puteiro, massagista de rodoviária, ao longo de 3 anos conseguiu guardar 300 reales, moeda usada no Brasil, com este dinheiro comprou uma carriola e uma bicicleta motorizada, aquelas com latinha de cerveja na roda de trás para fazer barulho, Bento tinha um negocio, publicitário!!!!

Bento andava por todas as praias do litoral norte com os dizer de marcas de lojas da região gritando em uma megafone que achou no cais do porto.

Quase sempre sem tomar banho, apreciava o seu banho matutino que ocorria nas segundas, numa ducha de um camping. Bento ainda achava tudo uma maravilha, fumante ativo de cigarro, ele brincava com o cigarro na boca, que só tinha um dente, diz ele que brinca de policia e ladrão, a policia é o dente e o cigarro é o ladrão.

Todo final de dia Bento olha para o mar e diz que MARAVILHA!!


"Acreditamos nas coisas absurdas e nas mais sérias desdenhamos"

Hector, Latin Lover procurando

Hector Bonilla, rapaz galanteador de origem mexicana, imigrante ilegal tenta a vida no pais chamado Brasil, que por muitos é aterra da esperança mas para Hector é a terra de mulheres façeis e onde pode conseguir o famoso sexo livre.

Com seus 30 anos completos no ultimo dia 24, hector trabalha como corretor de seguros na região dos jardins, todas estas escolhas foram pesquisadas e analisadas através de leões de chacára que ele conheceu assim que chegou no Brasil via Paraguai.

Em uma bela manha Hector saiu do apto da sua ultima conquista, a poderosa Eleonora, mulher decidida, chefe de família que trai o marido pelo fetiche absurdo de gostar de homens mexicanos, Hector acordou e logo pulou fora deste compromisso pois tinha mais alguns, tanto na área comercial como na área da vadiagem.

Na hora do almoço, como todos os dias rangava em uma padaria quase sempre cheia na rua franca, ali era o lugar chamado ceia de natal, é onde ele avistava as mulheres e jogava seu charme latino, na maioria das vezes o café da tarde era realizado nas casas de suas parceiras quando não era em uma cafofo que alugara há três anos chamado de batedouro.

No final do expediente Hector corre na praça Buenos Aires, devido a nenhuma área verde existente nos jardins, para ele é um desrespeito um local chamado jardim não ter área verde.


Para se repousar, nosso caro Boni, como é chamado pelas chicas venezuelanas que ele dá uma assistência de vez em quando, sempre rola um culto na qual Hector é referendo de uma igreja fundada no México no século XVI, que se chama "Hijos del Padres", neste local encontra-se esposas viúvas que estão desesperadas por outro homem.

Sempre acompanhado Hector Bonilla dorme pensando no dia completamente cheio de novas pessoas que encontrará no dia seguinte.


"Mas de que vale a vida para Hector se não é o amor?"

Imaginário livre e coberto de insanidade

Saudações e animosidades, pois está no ar o blog que conectará o leitor e o escritor ao mundo que não sabemos o que é real e o que não é real.

A procura da lucidez ou a falta dela será constante neste blog que sempre terá controversas e afirmações falsas e dúbias.

Com o simples intuito de não ter intuito e pretensão, um blog do imaginário de uma mente que necessita vomitar estas informações nos olhos de vocês, meus caros amigos e inimigos.

Ao final de toda a postagens uma indagação.


"Nem os passáros são livres, eles são presos no céu"